sexta-feira, 8 de agosto de 2014

PAGAMENTOS EM CARTÕES – GARANTIAS PARA O COMÉRCIO E PREJUIZO PARA O CIDADÃO

Há alguns anos as alternativas para pagamento eram basicamente dinheiro ou cheque. Comum era assistir matérias que denunciavam o sofrimento dos comerciantes frente a incidência de cheques sem fundos, sempre superiores a 10% dos valores pagos. Interessante era que, apesar dos prejuízos conhecidos, nenhum fornecedor se encorajava a recusar os pagamentos em cheque ou cobrar valores diferenciados segundo a modalidade do pagamento. As tecnologias fizeram avançar o uso do dinheiro de plástico para débito e crédito, as folhas de cheques estão fadadas a extinção e o pagamento em dinheiro virou ato para os mais corajosos que se arriscam a trazer na carteira cédulas de real. Para o comerciante a segurança aumentou em todos os sentidos, a redução da cédulas nos caixas diminuíram os prejuízos nos casos de assaltos e a certeza de que o dinheiro estará creditado na conta de pagamentos esvaziou as matérias jornalísticas que apontavam os prejuízos dos pagamentos em cheques. Apesar das vantagens proporcionadas ao comercio o mercado tratou de prejudicar os consumidores com práticas de repasse de custos inerentes as garantias dos cartões. Fala-se até em Projeto de Lei para regulamentar a pratica de cobrar mais caro de quem paga com cartão. Verdade é que o respeito a clareza, precisão e ostensividade nas informações, sobretudo do quesito preço á vista, nunca foi respeitado pelo comércio. Logo, é indiscutível que se o comércio informa um preço e se dispõe a oferecer descontos para os pagamentos em dinheiro, está cobrando valores inerentes ao pagamento a prazo. O pagamento com cartão de débito e credito para o vencimento extingue a relação de consumo no ato do pagamento e não pode ser tratado como pagamento a prazo. Todo comerciante que informa preços esperando que o consumidor solicite o desconto, fere o princípio da clareza da informação obrigando o consumidor a fazer cálculos ou se submeter a auxilio do comerciante para ter acesso a mais elementar informação, o preço. E ainda se o consumidor não estiver atento e não exigir, acaba por pagar em dinheiro, com valor acrescido de custos não informados. No frigir dos ovos o advento dos cartões diminuiu o risco de perda dos comerciantes em bom percentual, e mesmo assim, o comercio insiste em querer legalizar a pratica nociva de preços diferenciados. Minha expectativa é que ao invés disso os órgãos de defesa do consumidor passem a fiscalizar o direito à informação clara, precisa e ostensiva, sobretudo sobre preço, da forma preconizada pelo Código de Defesa do Consumidor. Sydnei Ulisses de Melo coordenou o Procon de Ribeirão Preto de 2001 a 2004 sydneiulisses@gmail.com

segunda-feira, 12 de maio de 2014

GENTILEZA ARACAJU PARTICIPA DE FORUM PARA COMBATE A VIOLÊNCIA NO TRÂNSITO

Nesta manhã (12) participamos do Forum Aracajuano contra a violência promovido pelo Rotary Club de Aracaju . Como coordenador do Movimento Gentileza Aracaju, pudemos opinar com sugestões de ações para diminuir a violência e os numeros de vitimas que são alarmantes em nosso Estado. Visite nosso site www.gentilezaaracaju.amawebs.com e participe conosco desse trabalho de conscientização da sociedade. Sydnei e Joselita Melo - coordenadores

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Perdemos 604 vidas para o trânsito sergipano em 2013

Os números continuam assustadores apesar da diminuição se comparado ao ano de 2012 quando 708 vidas foram ceifadas. Se fizermos uma pesquisa de opinião para entender o que justifica números tão altos, vamos ouvir de tudo: responsabilização do governo, legislação que não oferece punições efetivas, condição das vias e outros motivos que estão no senso comum. Acredito que estes aspectos realmente interferem na perpetuação da violência do trânsito brasileiro, mas penso que além de sensibilizar os legisladores e as autoridades para tornar a fiscalização e as punições de fato efetivas, precisamos dedicar tempo para discutir o trânsito e a valorização da vida em núcleos sociais que interferem na formação da opinião das pessoas. Já existe regulamentação para que as escolas do ensino médio ofereçam o curso de formação de condutores na grade extracurricular beneficiando os alunos com a possibilidade de prestar a prova necessária a habilitação sem participar do curso teórico das auto escolas. Além de agregar valor, os alunos receberiam formação de qualidade antes dos 18 anos e certamente teríamos jovens mais conscientes da necessidade de valorizar a vida. Infelizmente desconheço que tenha alguma escola em Aracaju utilizando o benefício da legislação. A conversa também precisa ser feita na família, o que vemos com frequência são crianças sendo conduzidas no colo, como condutores, já nos primeiros anos de vida. A maioria dos pais serão pressionados pelos adolescentes, muitos se renderão aos caprichos e seus filhos irão as ruas sem habilitação com grande chance de tornarem-se registro de estatística. Sabemos que os líderes religiosos exercem grande influência sobre seus seguidores, e entendo que seja necessário utilizar também estes espaços para promover a conscientização das pessoas. Por óbvio não estou propondo que os cultos tenham suas rotinas alteradas em função dos assuntos extraordinários, mas propiciar um momento para a discussão do tema pode ser de bom tom, afinal, a tragédia não consulta credo, e atinge pessoas das mais variadas religiões. Tratar o assunto nas empresas é imprescindível. Acidente de trânsito no percurso do trabalho é acidente de trabalho, logo, especialmente as empresas que tem em seus quadros ciclistas e motociclistas, precisam tratar o tema com atenção. As SIPAT – Semanas Internas de Prevenção de Acidentes – pode ser o melhor momento para o desenvolvimento do tema e conscientização dos colaboradores. Penso que só teremos mudança significativa na realidade do trânsito brasileiro quando convencermos famílias, escolas, igrejas e empresas da importância de preservar vidas a partir da conscientização de todas as pessoas. Cidadão mais consciente resultará condutor mais consciente e exigente. Neste momento nossos representantes serão mais responsáveis e as alterações na legislação se darão com menos demagogia e mais compromisso com a mobilidade e a vida. Sydnei Ulisses de Melo é coordenador do Movimento Gentileza Aracaju www.gentilezaaracaju.amawebs.com

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Noticias do Movimento Gentileza Aracaju

Prezados, Ontem a noite (14 de janeiro) " Caminhamos por gentileza" no calçadão da Treze de Julho. Tivemos o apoio da TV Atalaia com uma excelente matéria. Na próxima terça-feira estaremos novamente reunidos para a caminhada - às 20h30 no dog express próximo a mirante. Junte-se a nós. Veja o link da matéria e entenda o proposito deste movimento http://a8se.com/tvatalaia/je1/22627/movimento-gentileza-gera-gentileza.html#video Veja também o nosso site: www.gentilezaaracaju.amawebs.com